quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma estratégia de campanha para Haddad: o Serruf

Há um quê de dèjá vu no lançamento de Serra. Não exatamente na apresentação de seu nome às eleições, por todos de algum modo esperada.
O que parece soar como nota repetida é o quadro dominado pela figura de um candidato da velha guarda que polariza o debate político, numa espécie do conhecido refrão “daqui pra frente tudo vai ser diferente”. Em outras palavras, a lembrança da figura de Maluf.
E é este o calcanhar de Aquiles de Serra nesta eleição. Não é o fato de haver renunciado sucessivamente à prefeitura e ao governo do estado para pleitear a presidência da república, nem seu perfil pouco carismático de quem tudo sabe e tudo fez, contudo sem nunca ter experimentado qualquer entusiasmo pelo que aprendeu ou realizou.
Isso, Serra é como Maluf: uma central de repetição de discursos; um ser robótico autoprogramado para levar a termo a missão mesmo que a custa da implosão do ambiente em que se move, o seu partido. Como ente cibernético de filme de ficção, não tem pertencimento a nada senão que os objetivos o têm sob completo domínio.
O que existe de repetitivo em Serra é o que o distância de seus concorrentes nas eleições para prefeito de São Paulo deste ano. Que tenha feito isso ou aquilo interessa apenas à parcela dos eleitores que possuem identidade ideológica com o candidato, por considerarem de maior valia a garantia de permanência e de conservação do passado, veiculado num discurso que repete a si mesmo.
Talvez os partidários da tese de que o ex-governador é competitivo nestas eleições deixaram de tomar conhecimento dos estudos divulgados pela Federação do Comércio, nos últimos dias de fevereiro de 2012, de que a classe média brasileira passou a compor 61% da população desde 2003, ano em que não passava de 49% do total. Para o diretor da entidade, o fenômeno mostra a clara tendência de que esse contingente populacional continuará a crescer nos próximos anos, trazendo consigo um aumento de renda das camadas de mais baixa renda da população.
Não entendem aqueles que se empolgam com a candidatura Serra que estão em andamento mudanças abrangentes na estrutura de classes da sociedade brasileira, e que também na superestrutura política existe uma demanda enorme por mudanças que coloquem o estado em sintonia com a pujança dessa nova sociedade emergida de uma década de expressivo desenvolvimento econômico.
A aposta na mesmice que faz o PSDB com seu candidato “preparado” revela isto sim o completo despreparo das oposições para intervirem nas atuais circunstâncias históricas que o País vive, de florescimento da moral, do ânimo e da confiança no futuro; próprios a uma nação que atravessa transformações históricas.
Percebido este descompasso, não precisam os candidatos que representam a expectativa de mudança insistir na lembrança de que Serra é contumaz no abandono de promessas de servir à população paulistana. Basta-lhes lembrar do quanto Serra lembra Maluf, do quanto seu discurso contém de passadista. Basta-lhes soprar na brasa incandescente do Brasil que cresce a confiança no que virá e o destemor de que as novas gerações possam conquistá-lo.
Afinal, Serra e Maluf estão juntos. Não estão?

2 comentários:

Anônimo disse...

se donner un coup de pied aux fesses”dos cumpanheiro

Luma disse...

Olá, gente;
Gostaria de solicitar que os cidadãos interessados na aprovação da PEC 35 de 2008 enviassem uma mensagem aos Senadores do Rio de Janeiro ou ainda de outros estados para que votem pela reabertura da mesma. Tal reabertura e consequente possível aprovação fica facilitada com a petição do maior número de cidadãos possível. A PEC (Projeto de Emenda à Constituição) 35 de 2008, é um projeto do ex-senador Romeu Tuma, que defende a concessão do serviço militar voluntário às mulheres e não imposta aos eclesiásticos.
Se você deseja colaborar para a reabertura de tal projeto, ligue para o Alô Senado: 0800 612211, disponível até às 20:00h, e faça seu cadastro com um atendente. O procedimento é realmente rápido e basta que você ceda seus dados e um motivo que o faz solicitar tal proposta (Sugestão: "Que se conceda o direito às jovens brasileiras, interessadas em tal ofício, o serviço à Pátria pelos meios do militarismo. Assim, estas poderiam ser muito úteis ao país, ao mesmo tempo que teriam novas perspectivas de vida, se sentiriam mais inseridas nas Forças Armadas e não mais tão restringidas para fazer de suas vidas o que muitas almejam desde a infância. Além disso a emenda fecha lacunas da Constituição, que demanda o serviço obrigatório feminino em tempos de guerra_ o que não seria possível sem um preparo antecedente para tal exigência.").
Agradecida, desde já.
Outros possíveis meios de enviar pedidos e sugestões:http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/fale_com_senado.asp
*Obs.: O envio de tal mensagem aos senadores é permitido a menores de idade.

O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

FALA LULA !

"Sei que tenho apenas o diploma primário e o curso do Senai, mas, ao analisar os conhecimentos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles, porque tenho um diploma que eles não têm: o da compreensão dos problemas sociais"

"A vitória dos Silvas no Brasil vai criar um processo semelhante ao que ocorreu na África do Sul, onde a maioria da população é negra e elegeu o Mandela."
Em 2002, então candidato do PT/PL à Presidência.

"Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Eleito presidente em 2002.

"O Brasil vai precisar de uma pessoa que não tem diploma para consertar a universidade brasileira."

Em agosto de 2002

"Com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo vai querer." Sobre a possibilidade de se candidatar à reeleição para um segundo mandato.

"Queria dizer ao presidente Wade e ao povo do Senegal e da África que não tenho nenhuma responsabilidade com o que aconteceu no século 18, nos séculos 16 e 17. Mas penso que é uma boa política dizer ao povo do Senegal e ao povo da África: perdão pelo que fizemos aos negros." Em 2005, durante discurso na Casa dos Escravos, em Dacar, capital do Senegal.

"Na hora em que o pobre conquista um milímetro de espaço, ele incomoda, mesmo que não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos, mas eles ficam incomodados." Em 2005, em cerimônia de sanção do Prouni (Programa Universidade para Todos) no Palácio do Planalto.

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