terça-feira, 28 de junho de 2011

O prêmio a Lula é um reconhecimento ao Brasil

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva acaba de receber mais um reconhecimento da comunidade internacional. Lula foi anunciado como um dos vencedores ao prêmio World Food Prize 2011 pelo trabalho realizado ao longo de seu governo pelo combate à fome no Brasil. O prêmio é dado a líderes mundiais que atuam para eliminar a fome e a miséria no planeta.

A notícia foi divulgada na ultima semana, em Washington, capital dos Estados Unidos da América. A entrega do prêmio está marcada para 13 de outubro, em solenidade no estado de Iowa (EUA). Lula vai dividir o prêmio, de US$ 250 mil, com o ex-presidente de Gana, John Agyekum Kufor.

O presidente Lula é o terceiro brasileiro a receber o Word Food Prize. Anteriormente, em 2006, os organizadores haviam dado o prêmio ao ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli e ao pesquisador aposentado da Embrapa, Edson Lobato. Ambos foram homenageados pelo trabalho que contribuiu para transformar o Cerrado em região fértil para a agricultura, na década de 70.

A homenagem a Lula vem reforçar a importância dos programas sociais Fome Zero, Bolsa Família e o Mais Alimentos, lançados em seu governo. Juntos, esses programas retiraram 32 milhões de pessoas da pobreza extrema, o que corresponde a 16% da população brasileira. Trabalho que a presidenta Dilma Rousseff já deixou claro: vai ser a principal meta do seu governo para elevar o Brasil à condição de nação desenvolvida e soberana.

Lula vai receber o prêmio, mas faz questão de ressaltar o trabalho de equipe e o envolvimento da comunidade brasileira no combate à fome e à miséria no país. Por isso, ressalta que usou o prêmio para reforçar a candidatura de um brasileiro ao posto de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O ex-ministro José Graziano, que foi indicado pelo ex-presidente em razão do trabalho desenvolvido ao longo do governo e que ajudou a garantir o sucesso dos programas sociais, acaba de ser eleito para um mandato de quatro anos na Organização.

O crescimento da população mundial em contraste com as mudanças climáticas, que afetam negativamente as condições para produção de alimentos, exige um esforço comum das nações para investimento em novas tecnologias e, ao mesmo tempo, a criação de programas capazes de promover a inclusão de milhões de seres humanos que hoje, em todo o mundo, enfrentam o flagelo da fome.

O prêmio dado ao ex-presidente é, também, um reconhecimento ao esforço do Brasil para superar a chaga da exclusão social e alcançar a condição de país desenvolvido e rico. "Nenhum país pode alcançar o desenvolvimento sustentável sem melhorar as condições de vida do seu povo; e a experiência brasileira mostra que superar a fome requer ações coordenadas, vontade política e a participação de toda a sociedade. O Brasil reafirma seu compromisso com a agenda universal de combate à pobreza e à fome", afirmou Lula em artigo publicado recentemente na imprensa inglesa.

O Fome Zero, que originou todos os outros programas sociais do governo Lula, vem passando por correções e aperfeiçoamentos ao longo dos anos para que o objetivo de acabar com a pobreza no Brasil seja alcançado no menor tempo possível. Agir para que todos tenham um futuro melhor é uma ação essencial. Não tenho dúvidas que estamos no caminho certo para a construção de uma nação mais justa e com igualdade de oportunidades.

Por Edinho Silva

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O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

FALA LULA !

"Sei que tenho apenas o diploma primário e o curso do Senai, mas, ao analisar os conhecimentos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles, porque tenho um diploma que eles não têm: o da compreensão dos problemas sociais"

"A vitória dos Silvas no Brasil vai criar um processo semelhante ao que ocorreu na África do Sul, onde a maioria da população é negra e elegeu o Mandela."
Em 2002, então candidato do PT/PL à Presidência.

"Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Eleito presidente em 2002.

"O Brasil vai precisar de uma pessoa que não tem diploma para consertar a universidade brasileira."

Em agosto de 2002

"Com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo vai querer." Sobre a possibilidade de se candidatar à reeleição para um segundo mandato.

"Queria dizer ao presidente Wade e ao povo do Senegal e da África que não tenho nenhuma responsabilidade com o que aconteceu no século 18, nos séculos 16 e 17. Mas penso que é uma boa política dizer ao povo do Senegal e ao povo da África: perdão pelo que fizemos aos negros." Em 2005, durante discurso na Casa dos Escravos, em Dacar, capital do Senegal.

"Na hora em que o pobre conquista um milímetro de espaço, ele incomoda, mesmo que não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos, mas eles ficam incomodados." Em 2005, em cerimônia de sanção do Prouni (Programa Universidade para Todos) no Palácio do Planalto.

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