sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cinco centrais sindicais unem-se para a festa de 1° de Maio

A união de cinco centrais sindicais é a novidade da comemoração do Dia do Trabalho, no próximo domingo (1º), que neste ano será feita em um palco montado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. A Força Sindical, a Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) propõem que, na festa, cujo lema é "Desenvolvimento com Justiça Social", os participantes reflitam sobre o mundo do trabalho atual.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, informou que as centrais votarão o calendário da Jornada Nacional de Lutas com as bandeiras que vão nortear as ações do movimento sindical neste ano e falarão sobre outros temas. “Defendemos a redução da jornada sem redução de salários, o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias, a valorização do salário mínimo, trabalho decente, igualdade entre homens e mulheres, valorização do serviço público e do servidor público, reforma agrária, educação e qualificação profissional e redução da taxa de juros.”

Perguntado sobre as relações entre as centrais sindicais e o governo federal e se a possível presença de Dilma Rousseff nas comemorações do 1º de Maio seria uma forma de reconciliação, Paulinho disse que as centrais não estão brigando com a presidenta, mas divergem da equipe econômica do governo. “Achamos que a política econômica privilegia a especulação contra a produção. O Brasil tem que continuar no crescimento e desenvolvimento e criando empregos. Por isso, discordamos da política de juros”, afirmou.
De acordo com Paulinho, as reivindicações de todas as centrais sindicais são as mesmas. Ele citou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que não se uniu às demais na comemoração do Dia do Trabalho, lembrando que há um ponto de discordância: o fim do imposto sindical. A CUT defende a extinção. “Bater nesse ponto é um erro, porque essa campanha para acabar com a contribuição é das elites, que querem destruir a estrutura sindical para tirar os direitos dos trabalhadores”.

A festa de 1º de Maio da CUT será no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.
O presidente da CTB, Wagner Gomes, defendeu o imposto sindical, afirmando que é o melhor sistema para sustentar o movimento. “Se não for o trabalhador sustentando o movimento sindical, os sindicatos fecham. Com o fim do imposto sindical, os sindicatos ficariam na mão dos patrões na hora da negociação. O imposto sindical é importante para os sindicatos terem independência.”

Para o presidente da CGTB, Antônio Neto, os motivos que unem as centrais são muito maiores do que um motivo que pode desuni-las, como a discordância sobre o fim do imposto sindical. “Não foi possível que as seis estivessem na comemoração, mas não tem problema, porque as bandeiras de luta são as mesmas, e essa história de contribuição sindical é de menor importância, não está no centro do debate.”

Em defesa do imposto sindical, o representante da UGT, Antônio Cabral, destacou que até mesmo os sindicatos patronais recebem das empresas uma contribuição, sem a qual não podem sobreviver. “Por isso, compactuamos com o imposto sindical, que é a fonte de renda paga pelos trabalhadores e cabe a eles administrar suas entidades sindicais”, afirmou Cabral.

Durante todo o domingo, haverá shows e sorteios de carros no palco montado na Avenida Marquês de São Vicente. As centrais esperam a participação de mais de 1 milhão de pessoas nas comemorações.

Com Agências

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O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

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"Sei que tenho apenas o diploma primário e o curso do Senai, mas, ao analisar os conhecimentos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles, porque tenho um diploma que eles não têm: o da compreensão dos problemas sociais"

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Em 2002, então candidato do PT/PL à Presidência.

"Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Eleito presidente em 2002.

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Em agosto de 2002

"Com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo vai querer." Sobre a possibilidade de se candidatar à reeleição para um segundo mandato.

"Queria dizer ao presidente Wade e ao povo do Senegal e da África que não tenho nenhuma responsabilidade com o que aconteceu no século 18, nos séculos 16 e 17. Mas penso que é uma boa política dizer ao povo do Senegal e ao povo da África: perdão pelo que fizemos aos negros." Em 2005, durante discurso na Casa dos Escravos, em Dacar, capital do Senegal.

"Na hora em que o pobre conquista um milímetro de espaço, ele incomoda, mesmo que não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos, mas eles ficam incomodados." Em 2005, em cerimônia de sanção do Prouni (Programa Universidade para Todos) no Palácio do Planalto.

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