sexta-feira, 3 de outubro de 2014

No ano de contestação do poder e desejo de mudança, identificação com partidos da oposição segue baixa

Crise de representatividade reverte ascensão de março do PT, mas agremiação lidera com folga

“O país passa por um momento de crise de representatividade”. Quem nunca ouviu essa antes? Mesmo sem nenhum tipo de estudo rigoroso, “especialistas”, jornalistas e cervejeiros são unânimes no diagnóstico. O pior é que, apesar da falta completa de embasamento empírico, é muito possível que isso seja de fato verdade. Vamos, então, dar alguma consistência ao senso comum.
Primeiramente, o “voto negativo”, isto é, o voto em branco, nulo ou abstenções, não está aumentando nos últimos anos. De fato, o pico da crise de representatividade, por essa medição, teria acontecido em 1998, um ano de crise econômica forte, quando 40% dos eleitores aptos não votaram para nenhum candidato no 1º turno da eleição presidencial. Já nos últimos três pleitos para presidente, esse número cai para um pouco mais de 25% em média. Isto é, na últimas três eleições presidenciais, cerca de 75% das pessoas aceitaram votar e ser representados por algum político ou partido.

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Como a obrigatoriedade do voto pode encobrir o descontentamento com o sistema político e os eleitores podem estar votando em pessoas e não em partidos na eleição para presidente, melhor recorrer a outro tipo de informação. A partir da compilação de dados de identificação partidária, registrados nas pesquisas de opinião pública do Datafolha, temos uma série de constatações que podem nos ajudar a entender mais sobre essa tal “crise de representatividade”:
1)      A primeira constatação: o quadro de crise de representatividade é real. Hoje, cerca de 60% do eleitorado brasileiro não se identifica com nenhum partido (ou político). O percentual é o maior desde dezembro de 2004, início da série histórica. Mas a preponderância dessa “identificação negativa” não é novidade: a proporção de eleitores sem preferência partidária superou 50% em quase todo o período do levantamento, com exceção de certos meses de 2010 e março de 2013. Ou seja, não é de hoje que os partidos são pouco representativos.
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2)      Passada essa constatação mais óbvia e vendo o desempenho de cada partido, o segundo (e igualmente óbvio) elemento é que durante todo o período o PT tem sido o partido com maior identificação partidária, com média de 22%. O pior período para o partido não aconteceu durante as Manifestações de Junho, mas no auge do escândalo do chamado “mensalão”, em 2006, quando apenas 15,9% dos eleitores disseram preferir o PT.
3)      A terceira e mais interessante constatação é de que a identificação partidária com o PT atingiu seu valor mais alto não durante os “anos Lula”, que saiu do cargo com mais de 80% de aprovação, mas durante os  “anos Dilma”, atingindo picos de 31% e 30% em abril de 2012 e março de 2013, respectivamente. Isso sugere que, a alta popularidade de Lula não se traduziu em identificação com o PT, provavelmente por conta da relação que tinha com o eleitorado, de forma mais direta, e do tipo de liderança que exercia (mais carismática e menos “institucional-partidária”). Já Dilma, apesar de não ser militante histórica do partido, talvez passasse a imagem de uma portadora de um certo “programa”, e, assim, uma parte maior de sua popularidade teria favorecido um aumento da identificação com o PT. Bom tema para pesquisas qualitativas.

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4)      O quarto aspecto interessante é que antes mesmo das Manifestações de Junho, a identificação com o PT já apresentava sinais de forte desgaste, caindo de 30% em março, para 23% no começo de junho e 19% no final do mês. Desde então, a identificação petista manteve-se no mesmo patamar, oscilando entre 18% e 21%.

5)      Isso significa um fator preocupante para o PT: o patamar de identificação partidária com o partido, de 20% desde junho, não aumentou junto com a recuperação da popularidade da presidente – embora as duas coisas estivessem muito correlacionadas  desde que Dilma assumiu. Parece que, novamente com Dilma, parece estar havendo um descolamento da presidente com o partido, tal como aconteceu com Lula, embora não haja nenhum novo escândalo de corrupção que justifique tal movimento. Outro bom tema para pesquisas futuras…

6)      A sexta constatação é que apesar da “crise de representatividade” atual, do forte “desejo de mudança” e queda da identificação com o partido que está no poder, a preferência do eleitor com os partidos de oposição permaneceu praticamente inalterada e extremamente baixa. A identificação com PSDB, principal opositor à direita, oscilou, em 2013, entre 5% e 6%. Desempenho similar ao do PMDB (aliado pero no mucho). Desempenho baixo, considerando que são dois dos principais partidos do país, que já elegeram presidentes da República e que controlam 8 e 5 governos estaduais e 9% e 15% dos acentos na Câmara dos Deputados, respectivamente.

7)      Já o PSB, que pretende ser, em 2014, o principal partido de oposição, a situação é pior. O PSB vem oscilando “traço” e 1% ao longo dos últimos anos. Seu “pico” foi em outubro deste ano, quando chegou a 2%. Outros partidos também estão em situação semelhante. O “destaque” entre os nanicos é o PV, cuja preferência nos últimos 4 anos oscila entre 1% e 3% do eleitorado.

De certa forma, o cenário atual de negação da política atual dá menos perspectiva para a oposição atual. Mas dá alguma perspectiva para a futura “Rede Sustentabilidade”, seja se e como isso vá se dar: há espaço para um novo partido (dada a falta de identificação com os atuais partidos) e a pauta ambiental parece ter apelo para parte do eleitorado (vide a alta preferência partidária para o PV).

Também dá alguma esperança para o PT: de um lado, a intensa cobertura do julgamento da ação panal 470 não reduziu a preferência do eleitorado, e por outro seu nível de identificação partidária conheceu um novo “teto”, bem mais alto, em 2013. Dependendo das respostas do governo às manifestações, ele pode ser alcançado de novo. O desafio, agora, porém, é maior: é o de “colar” de volta o programa do partido nas ações da presidente – e torcer para que ela siga recuperando sua popularidade.

 C/ http://novascartaspersas.wordpress.com/page/5/

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

➢ O BRASIL DE 2014 ➢





➢ É a 7ª economia mundial .➢ o 2º maior país exportador de alimentos.➢ o 1º produtor e exportador de soja.➢ É o 1º produtor e exportador de café.➢ É o 1º produtor e exportador de açúcar.➢  1º produtor e exportador de suco de laranja.➢ o 1º produtor e exportador de carne bovina.➢  o 1º produtor e exportador de frango.➢  o 3º maior produtor de frutas.➢ o 1º fabricante de jatos regionais. ➢  o 3º fabricante de aviões comerciais.➢  o 4º mercado de veículos. ➢  o 7º produtor mundial de veículos.➢ Tem a 4ª maior indústria naval.➢ o 2º maior produtor de minério de ferro.➢  9º maior produtor de aço.➢ 4º maior produtor de cimento.➢  4º maior produtor de celulose.➢ É o 1º em celulose de eucalipto.ufa

➢ É o 9º maior produtor de papel.➢  7º maior fabricante de produtos químicos.➢ É o 8º maior produtor de alumínio primário.➢  4º maior produtor de bauxita.➢  3º maior produtor de alumina.➢  5º maior produtor de têxteis. ➢ É o 4º maior produtor de confecções.➢  3º maior produtor de calçados.➢ É o 2º maior gerador de energia hidrelétrica.➢ 1º produtor de etanol e o 3º de biodiesel.➢  7º maior gerador de energia elétrica e 9º maior consumido.➢ 3º maior mercado de computadores pessoais.➢ 5º em telefones celulares e o 5º em telefones fixos. ➢ É o 4º país em usuários de internet e o 3º em número de servidores.➢  4º país em extensão de rodovias.➢ É a 4ª maior força de trabalho (104 milhões).➢

quinta-feira, 31 de julho de 2014

AECIO FARSANTE PROMETE PARA O BARSIL O QUE NÃO FEZ EM MINAS GERAIS

Dados de 2013 mostram que a violência no Estado de MG foi a maior dos últimos 8 anos. Desde 2005, quando 3.825 mineiros e mineiras perderam a vida de forma criminosa, Minas Gerais não registrava um número tão expressivo de homicídios. No ano passado, este número saltou para 4.163. Além dos óbitos, as ocorrências de roubos, extorsões e estupros também apresentaram índices alarmantes.

Sobre o tema educação, Aécio tenta mais uma vez iludir o eleitor ao afirmar que a “educação em Minas Gerais é uma referência para o Brasil”. No entanto, pelo 12º ano consecutivo o governo do PSDB descumpre a Constituição Federal e não investe os 25% dos impostos em Educação. O governo do estado é responsável por deixar 60% das escolas com ensino fundamental sem refeitórios e 51% das escolas do ensino médio sem quadras cobertas.

Ao contrário da imagem que Aécio tenta vender para o restante do país, o governo de Minas PSDB não realizou as contratações temporárias necessárias para completar o quadro de profissionais no estado.

Os mineiros também convivem com a falta de 15 mil professores de educação física nas escolas e com o descumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Piso Nacional no magistério.

Na contramão do processo de avanços e desenvolvimento vivenciados pelo Brasil nos últimos 11 anos, através dos governos Lula e da presidenta Dilma, Minas Gerais experimenta as mazelas e falta de investimentos públicos do chamado “choque de gestão tucano”.

A competência de Aécio uma farsa.

Da web

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Das Heranças Tucanas - Seca e apagão elétrico são marcas das gestões do PSDB

secaeapagaoOs motivos que fizeram a população brasileira sofrer com o apagão elétrico em 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), são os mesmos que levam São Paulo, a maior potência econômica do Brasil, a não ter água: a falta de planejamento e de investimentos.

Durante a crise de FHC, os brasileiros tiveram que reduzir o consumo de energia em suas casas e o País sofreu um prejuízo econômico de R$ 42,5 bilhões. Agora, a falta d’água no Sistema Cantareira, uma das principais reservas paulistas pode implicar em danos que vão além da economia.
Pré-candidato tucano à reeleição, o governador Geraldo Alckmin, evita estabelecer regime de racionamento, embora haja cortes de água em diversas regiões durante à noite. Teme estragos eleitorais. Especialistas alertam que a medida seria a mais prudente a ser tomada no momento.

O principal reservatório do estado operava com baixa recorde de 8,2% de sua capacidade. Para tentar manter minimamente o abastecimento, o governo estadual investiu mais de R$80 milhões no bombeamento das águas do volume morto do Cantareira, de qualidade duvidosa.
Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Vladimir Caramori, a crise energética de 2001 e a crise do Canteira têm a mesma natureza: problemas de gestão dos recursos hídricos.

“Falta planejamento a longo prazo. Para a atual crise de São Paulo, por exemplo, é necessário o racionamento como medida de gestão de demanda e o governo do estado de São Paulo”, explicou.

“Eles estão contando com a sorte ao esperar que em outubro o período chuvoso resolva o problema”, completou.

Caramori alerta que, se durante as chuvas, que vão de outubro a março, não cairá mais água do que a média atual, a crise de falta de água pode ser ampliada.

Governo - Há 20 anos, os tucanos seguem à frente do governo de São Paulo, tempo mais do que suficiente para que medidas de estruturação tivessem sido colocadas em prática, como o aumento de volume de reserva e a busca de outros mananciais.

A crise do Cantareira, segundo Alckmin, deve-se ao longo período de estiagem, mas, em 2012, por exemplo, a região de Piracambaia (integrante do Sistema Cantareira) chegou a inundar por conta da abertura das comportas.

 Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), o apagão elétrico custou caro ao País. Para o ministro relator do processo que investigou as causas do apagão de FHC, Walton Alencar Rodrigues, o dano é ainda maior que o estimado.

Ele afirma que se forem considerados prejuízos, como redução de atividade econômica, diminuição do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego, perda de competitividade em razão do aumento de custo de energia elétrica, diminuição da arrecadação de tributos e o desgaste da imagem do Brasil no exterior, o rombo é muito maior. “Chega-se a um prejuízo superior aos R$ 45,2 bilhões registrados”, calculou.
 
Por Camila Denes

Manifesto reúne artistas e intelectuais em apoio à participação social no governo, mas a oposição não quer mudanças

O jurista Dalmo Dallari é um dos signatários do manifesto em favor da democracia popular
O jurista Dalmo Dallari é um dos signatários do manifesto em favor da democracia popular
Movimentos sociais, juristas e entidades lançaram um manifesto de apoio e defesa à Política Nacional de Participação Social. Lançada no final de maio, a política nacional é uma resposta às mobilizações de junho e tem o objetivo de fortalecer e articular mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo entre o Estado e a sociedade civil.

Para os movimentos, a presidenta Dilma Rousseff, ao assinar decreto que cria mecanismos de participação social na administração pública, através de conselhos populares consultivos, fez sua obrigação de regulamentar o que a Constituição Federal prevê desde 1988.

O manifesto aponta que “o decreto contribui para a ampliação da cidadania de todos os atores sociais, sem restrição ou privilégios de qualquer ordem, reconhecendo, inclusive, novas formas de participação social em rede.”

Os movimentos reagem ao que chamam de “histeria geral da direita, nos seus meios de comunicação e no parlamento”, referindo-se à parlamentares e setores da sociedade que são contra a iniciativa do governo.

Em defesa do decreto, os movimentos coletam assinaturas pela internet até o dia 25 de junho, quando serão entregues ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros. Além disso, sugere que sejam enviadas mensagens diretamente ao presidente do Congresso.

“Em face da ameaça de derrubada do decreto federal n. 8.243/2014, nós, juristas, professores e pesquisadores, declaramos nosso apoio a esse diploma legal que instituiu a Política Nacional de Participação Social."

Entendemos que o decreto traduz o espírito republicano da Constituição Federal Brasileira ao reconhecer mecanismos e espaços de participação direta da sociedade na gestão pública federal.
Entendemos que o decreto contribui para a ampliação da cidadania de todos os atores sociais, sem restrição ou privilégios de qualquer ordem, reconhecendo, inclusive, novas formas de participação social em rede.

Entendemos que, além do próprio artigo 1º CF, o decreto tem amparo em dispositivos constitucionais essenciais ao exercício da democracia, que prevêem a participação social como diretriz do Sistema Único de Saúde, da Assistência Social, de Seguridade Social e do Sistema Nacional de Cultura; além de conselhos como instâncias de participação social nas políticas de saúde, cultura e na gestão do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (art. 194, parágrafo único, VII; art. 198, III; art. 204, II; art. 216, § 1º, X; art. 79, parágrafo único).

Entendemos que o decreto não viola nem usurpa as atribuições do Poder Legislativo, mas tão somente organiza as instâncias de participação social já existentes no Governo Federal e estabelece diretrizes para o seu funcionamento, nos termos e nos limites das atribuições conferidas ao Poder Executivo pelo Art. 84, VI, “a” da Constituição Federal.

Entendemos que o decreto representa um avanço para a democracia brasileira por estimular os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta a considerarem espaços e mecanismos de participação social, que possam auxiliar o processo de formulação e gestão de suas políticas.
Por fim, entendemos que o decreto não possui inspiração antidemocrática, pois não submete as instâncias de participação, os movimentos sociais ou o cidadão a qualquer forma de controle por parte do Estado Brasileiro; ao contrário, aprofunda as práticas democráticas e amplia as possibilidades de fiscalização do Estado pelo povo.

A participação popular é uma conquista de toda a sociedade brasileira, consagrada na Constituição Federal. Quanto mais participação, mais qualificadas e próximas dos anseios da população serão as políticas públicas. Não há democracia sem povo.

Brasil, junho 2014

Prof. Fabio Konder Comparato
Prof. Celso de Mello
Prof. Dalmo Dallari
Jose Antonio Moroni, Inesc
Joao Pedro Stédile, MST

O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

O PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

FALA LULA !

"Sei que tenho apenas o diploma primário e o curso do Senai, mas, ao analisar os conhecimentos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles, porque tenho um diploma que eles não têm: o da compreensão dos problemas sociais"

"A vitória dos Silvas no Brasil vai criar um processo semelhante ao que ocorreu na África do Sul, onde a maioria da população é negra e elegeu o Mandela."
Em 2002, então candidato do PT/PL à Presidência.

"Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Eleito presidente em 2002.

"O Brasil vai precisar de uma pessoa que não tem diploma para consertar a universidade brasileira."

Em agosto de 2002

"Com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo vai querer." Sobre a possibilidade de se candidatar à reeleição para um segundo mandato.

"Queria dizer ao presidente Wade e ao povo do Senegal e da África que não tenho nenhuma responsabilidade com o que aconteceu no século 18, nos séculos 16 e 17. Mas penso que é uma boa política dizer ao povo do Senegal e ao povo da África: perdão pelo que fizemos aos negros." Em 2005, durante discurso na Casa dos Escravos, em Dacar, capital do Senegal.

"Na hora em que o pobre conquista um milímetro de espaço, ele incomoda, mesmo que não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos, mas eles ficam incomodados." Em 2005, em cerimônia de sanção do Prouni (Programa Universidade para Todos) no Palácio do Planalto.

- Não é blog oficial do PT -